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Nossa história nas Nações Unidas

Durante a década de 1990 e, posteriormente, várias organizações internacionais realizadas sob os auspícios das Nações Unidas chamaram a atenção para as necessidades das mulheres e adolescentes, com enfoque especial em sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Reconhecendo a força e a capacidade crescentes do movimento internacional da mulher, a IWHC tem desempenhado um papel de liderança na mobilização das mulheres e jovens para participação nesses conferências, mais notavelmente na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo em 1994. Nessa conferência, 179 governos concordaram num Programa de Ação que se empenha em conseguir um equilíbrio entre os povos do mundo e seus recursos. Esse Programa de Ação foi o primeiro a colocar a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos da mulher no centro de um acordo internacional sobre população, campo previamente dominado por estratégias que procuravam controlar a fertilidade da mulher e cumprir metas demográficas dispensando pouca atenção à autonomia sexual e reprodutiva ou direitos humanos da mulher. Essa mudança de abordagem é comumente conhecida como a “mudança de paradigma do Cairo”.

Várias conferências realizadas nos anos subseqüentes—incluindo a Quarta Conferência sobre a Mulher (Beijing, 1995), as revisões qüinqüenais de implementação da CIPD (Nova Iorque, 1999), a FWCW Mais Cinco (Nova Iorque, 2000), a Assembléia Geral Extraordinária das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Nova Iorque, 2001) e Infância (Nova Iorque, 2002)—ofereceram oportunidades para fortalecer e avançar os compromissos assumidos no Cairo. Juntamente com parcerias feministas internacionais, como a HERA (Saúde, Empoderamento, Direitos e Responsabilidade – HERA), a IWHC continuou a mobilizar as mulheres e as jovens para participarem de conferências e conseguiu convencer alguns governos a estabelecer metas mais ambiciosas relacionadas com o aborto seguro, prevenção do HIV, anticoncepção e cuidados obstétricos, entre outras preocupações. Também continuamos a prestar apoio a promotores de direitos locais que utilizam esses acordos como ferramentas para influenciar o respectivo governo a intensificar o compromisso a fim de assegurar a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e das adolescentes sob a forma de legislação, alocações orçamentárias, currículo de educação para a sexualidade e novos programas e serviços.

Transcorreram 20 anos desde que os 179 governos aprovaram o Programa de Ação da CIPD. E embora esses governos, desde 1994, tenham reafirmado sete vezes este Programa, os Estados Unidos, um país que desempenhou um papel de liderança tanto na CIPD como na Quarta Conferência Mundial da Mulher (CMM) e nas revisões qüinqüenais de ambas as conferências, têm atacado o acordo nas reuniões das Nações Unidas e promovido políticas internacionais que estão em conflito direto com o enfoque integral da CIPD. Apesar deste desafio, a IWHC continua empenhada em assegurar que os governos continuem a avançar a agenda positiva e integral em prol da saúde e dos direitos da mulher, especialmente neste momento em que todo o mundo comemora o décimo aniversário deste evento transcendental.